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  • Dr. Thiago O. dos Santos

Fases da carreira profissional


Prezados colegas de blog, hoje trarei um tema que me atrai bastante. Seja pela fase de vida pessoal, pelos planos ou ideais profissionais, todos nós precisamos estar antenados ao mercado de trabalho para que possamos conquistar um bom emprego e por consequência propiciarmos boa condição de vida aos nossos familiares.

Generalizações nunca são uma boa forma de categorização, no entanto, de forma estritamente didática, caracterizamos abaixo algumas das fases de uma carreira profissional que identificamos ao longo de nossos anos de experiência com hunting e seleção especializada.


A primeira fase vai dos 18 aos 26 anos: é a fase do aprendizado. Durante esse período, principalmente nas gerações atuais, é muito comum que o jovem tenha a impressão de que ganha menos do que deveria, e que as oportunidades são mais escassas do que as que "sua bagagem" mereceriam gerar. No entanto, na fase do aprendizado, a diferença entre o que o jovem ganha e o que deveria estar ganhando, é vista em geral como o "pagamento" pelo aprendizado e pelo acúmulo de experiência (não só técnica, mas também de processos, relacionamento, etc).



A segunda fase vai dos 27 aos 34 anos: é a fase da coragem. O profissional já aprendeu todas as coisas básicas essenciais e sai procurando opções, a empresa onde esta ou fora dela. Essa é a fase das grandes mudanças. Aqui já há uma base de conhecimentos, network e "cicatrizes" que possibilitam ao profissional, içar vôo e equilibrar mais a equação oportunidades x remuneração, afinal não há mais o custo a ser pago pelo aprendizado.



A terceira fase vai dos 35 aos 45 anos: é a fase da colheita. Nesses 10 anos, ocorrem as promoções para cargos melhores e o salário dá um belo salto (ou deveria). Como medida, o salário de alguém com 40 anos deveria ser, no mínimo, 10 vezes maior do que era aos 20 anos.



Dos 46 anos em diante, vem a fase da inércia. O funil das boas oportunidades fica mais estreito. Quem tem mais de 46 anos, evidentemente acredita que tem a mesma energia que tinha aos 20 e poucos, além de ter mais experiência. É verdade, mas o mercado de trabalho é um pouco cruel e raramente reconhece isso, também há um certo choque de culturas e crenças e até um "Q" de preconceito num modelo de mercado cuja palavra-chave do momento é "inovação". Na fase da inércia, começa a busca pela estabilidade. Há aqui uma infinidade de ótimos profissionais, com boa bagagem e em busca da possibilidade de contribuir com todo trajeto que já percorreram.

Por isso, quando um profissional pergunta: “o que está acontecendo comigo?”, a resposta quase sempre é: você deixou uma fase da carreira passar sem aproveitar. Para recuperar o tempo perdido, você terá que saltar uma fase inteira. Não é fácil, mas é possível.

Na vida profissional, nada é impossível. Só vai ficando complicado na medida em que o tempo passa e nós estamos aqui para ajudar.